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O que sabemos sobre a nova variante do coronavírus omicron até agora

Veja os países onde a nova variante do coronavírus já foi detectada

  Autoridades em todo o mundo reagiram com preocupação à recentemente descoberta variante B.1.1.529 do coronavírus, que a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou como uma variante preocupante e chamou ‘omicron’ nesta sexta-feira (26). 

Os cientistas estão trabalhando para determinar os riscos potenciais associados à nova variante COVID-19 chamada B.1.1.529, que gerou uma reunião de emergência na sexta-feira pela Organização Mundial de Saúde.

1- Uma equipe de cientistas de sete universidades da África do Sul está trabalhando para aprender mais sobre a variante e estudando 100 genomas inteiros da mutação.

2- A variante foi identificada pela primeira vez em Botswana no início deste mês, mas pode ter contribuído para um salto nos casos na África do Sul.

3- A variante tem um alto número de mutações de pico que podem afetar a transmissibilidade e a resposta imunológica, disse Ravindra Gupta, professor de microbiologia clínica da Universidade de Cambridge.

4- A variante B.1.1.529 foi encontrada em Botswana, Hong Kong e África do Sul.

5- A nova variante é considerada a mais significativa até agora e os cientistas estão trabalhando para ver se ela torna as vacinas menos eficazes.

6- Um cientista descreveu a mutação como “horrível” em entrevista à BBC.

7-Tulio de Oliveira, o diretor do Centro para Resposta a Epidemias e Inovação da África do Sul, disse ao meio de comunicação que a variante tem uma “constelação incomum de mutações”. Por exemplo, a variante delta tinha duas mutações em seu domínio de ligação ao receptor; esta variante tem 10, disse ele.

8-Há relatos anedóticos de casos em pessoas vacinadas e reinfecções, mas as autoridades de saúde disseram que mais investigações são necessárias, informou a Nature .

9-A OMS se reuniu na sexta-feira para determinar se a mutação é uma variante de interesse. 

“Com base nas evidências apresentadas indicativas de uma mudança prejudicial na epidemiologia do COVID-19, o TAG-VE aconselhou a OMS que esta variante deve ser designada como um VOC, e a OMS designou B.1.1.529 como um VOC, denominado Omicron “, disse a Organização Mundial da Saúde na sexta-feira.

A OMS classificou duas outras como variantes de interesse, que é o próximo nível abaixo: lambda, identificada no Peru em dezembro de 2020, e mu, na Colômbia em janeiro.

Isso significa que eles tiveram alterações genéticas que são previstas ou conhecidas por afetar as características do vírus, como transmissibilidade, gravidade da doença ou a capacidade de evadir vacinas e medicamentos.

Significaria também que causou transmissão significativa na comunidade ou múltiplos clusters COVID-19 em vários países com prevalência relativa crescente juntamente com um número crescente de casos ao longo do tempo e é um risco emergente para a saúde pública.

Países onde a nova variante do coronavírus já foi detectada

  • África do Sul77 casos na Província de Gauteng;
  • Alemanha: 2 casos, em Munique.
  • Bélgica: 1 caso, de um viajante que voltou do Egito* em 11 de novembro;
  • Botsuana4 casos, todos de estrangeiros que foram ao país missão diplomática e já deixaram o país;
  • Hong Kong1 caso, de uma pessoa que viajou à África do Sul;
  • Israel1 caso confirmado, de uma pessoa que viajou ao Malaui*, e mais 2 casos suspeitos;
  • Reino Unido: dois casos confirmados, um deles em Chelmsford e o outro em Nottingham.

A variante se espalhou rapidamente pela província de Gauteng, na África do Sul, onde fica o centro econômico de Joanesburgo e a capital Pretória.

As vacinas COVID-19 são eficazes contra a nova variante?

Os cientistas sabem que o omicron é geneticamente distinto das variantes anteriores, incluindo as variantes Beta e Delta, mas não sabem se essas mudanças genéticas o tornam mais transmissível ou perigoso. Até o momento, não há indicação de que a variante cause uma doença mais grave.

Brasil vai restringir voos vindos de 6 países da África

O Brasil vai fechar as fronteiras aéreas para passageiros vindos de seis países da África Austral: África do Sul, Botsuana, Eswatini (antiga Suazilândia), Lesoto, Namíbia e Zimbábue. A decisão, que começa a valer a partir da próxima segunda-feira (29), foi definida após o anunciou de uma nova variante da Covid-19, chamada de ômicron. O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, anunciou a iniciativa pelas redes sociais na noite desta sexta-feira (26).

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou nesta sexta-feira (26) que o governo federal restrinja voos para o Brasil de seis países da África Austral, região onde foi identificada uma nova variante do coronavírus com muitas mutações. Os países que constam da recomendação são: África do Sul, Botsuana, Eswatini (antiga Suazilândia), Lesoto, Namíbia e Zimbábue. A decisão ainda depende de outros órgãos de governo.

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